Se você está tentando construir seu branding pessoal, já deve ter ouvido falar dos arquétipos de marca, certo? Eles são ótimos para dar personalidade à sua marca e criar conexões com o público. Mas, como qualquer ferramenta poderosa, é fácil cometer alguns erros na hora de usá-los.
Hoje, vamos falar sobre os três maiores erros que profissionais cometem ao tentar se posicionar com arquétipos de marca — e como evitá-los!

Erro 1: Escolher um Arquétipo baseado no nicho, persona ou mercado.
O primeiro erro é escolher um arquétipo simplesmente com base no nicho de mercado, na persona ou no que parece ser tendência. Isso pode até parecer uma boa ideia à primeira vista, mas acaba criando um grande problema: a falta de autenticidade.
Por exemplo, só porque você trabalha no mercado de Social Media, não significa que a sua marca deva se posicionar automaticamente como o Criador. A escolha do arquétipo deve ser guiada pela essência verdadeira da sua marca, e não pelo que é comum no seu setor. Caso contrário, sua comunicação vai soar artificial e não vai ressoar genuinamente com seu público.
Antes de escolher o arquétipo, revele-os. Seja, identifique na sua marca pessoal: Qual é a verdadeira razão de existir do seu negócio ou motivação pessoal? Quem é você como marca, além do seu nicho? Qual sua personalidade? Quais seus sonhos? Medos? Desejos? Crenças?
“Uma identidade distorcida é um destino roubado” – Danielle Mattos.
O segundo erro é tentar ativar o arquétipo da marca utilizando absolutamente todos os elementos que o representam. Isso é um caminho certo para a confusão.
Cada arquétipo tem uma série de traços, cores, estilos e formas de se comunicar, mas isso não significa que você precisa incorporar todos de uma vez. Muitas vezes, profissionais ficam tão focados em “entrar no personagem” que acabam criando uma sobrecarga de elementos visuais e de comunicação, que podem afastar as pessoas em vez de atraí-las.
Seja estratégico! Escolha apenas os aspectos do arquétipo que fazem mais sentido para a sua marca pessoal. Lembre-se de que menos é mais. Uma abordagem sutil e focada na sua marca pessoal tende a ser muito mais eficaz do que exagerar nos símbolos e no tom de voz que não te representam.

E o terceiro erro, bastante comum em marcas pessoais, é se prender a apenas um arquétipo. Sim, é importante ter clareza sobre a sua identidade, mas nós, como indivíduos, somos multifacetados. Limitar-se a um único arquétipo pode acabar sufocando a complexidade e a autenticidade da sua marca pessoal.
Por exemplo, você pode se identificar com o arquétipo do Explorador, mas também ter um lado Criador ou até um toque de Herói em certos aspectos da sua vida ou carreira. Isso é natural! A riqueza de uma marca pessoal vem da sua capacidade de refletir a pluralidade do ser humano.
Combine arquétipos de forma estratégica, para isso você precisa seguir um método de ativação, para que isso não aconteça de forma desordenada e aleatória. Por exemplo, eu desenvolvi um método e patenteei chamado Tríade Arquetípica®.
Não tenha medo de explorar múltiplas facetas da sua personalidade, mas sempre garantindo que elas estejam alinhadas com a sua mensagem principal. Isso vai adicionar camadas à sua marca e criar uma conexão mais rica com o público.
Arquétipos de marca são uma ferramenta poderosa, mas é preciso saber como usá-los da maneira certa. Evite cair nas armadilhas de escolher um arquétipo só porque ele é popular no seu nicho, exagerar nos elementos arquetípicos, ou limitar-se a apenas um arquétipo na sua marca pessoal.
Lembre-se, a chave para o sucesso é a autenticidade e o equilíbrio. Ao entender profundamente a essência da sua marca e usar os arquétipos com sabedoria, você vai criar uma marca que ressoa genuinamente com seu público.